que duvidem da minha capacidade de entender alguma coisa e por isso simplifiquem ao nível do ridículo.
é como ser irônico e ter que dizer “isso a gente chama de ironia”.
já disseram que quando a gente tem que explicar pra alguém que a gente fez uma ironia, ou quem ouviu/leu a ironia é burro, ou quem disse é que é, pois não sabe fazer ironia.
mas nem sempre acontece assim.
vai muito do conhecimento de cada um.
não é questão de inteligência, mas questão do campo de conhecimento em si.
se eu faço uma ironia dentro um determinado assunto, para a pessoa entendê-lo, ela tem que estar inteirada do assunto.
as coisas não são tão radicais assim.
nem sempre tudo é tudo.
nem sempre, é sempre.
o problema é que a gente, ser humano, adora rotular.
colocar as coisas dentro de pequenos potes de conserva e colocar uma etiqueta.
só de dizer tudo isso, já estou rotulando o ser humano.
é inevitável.
é como começar a criticar alguém que julga os outros, se achando superior.
sem perceber, começamos nós mesmos a julgar.
e o texto não ia falar sobre isso.
começou de um jeito e foi pra outro.
aliás, já disseram que não é a gente que escreve o texto, mas o texto que escreve a gente.
a primeiríssima idéia era pra ser uma crônica e ia falar de um cara que não saia com nenhuma guria há muito tempo e no dia que estava tudo certinho, foi para um show, na empolgação fez uma bexiga de camisinha [que eu odeio] e depois ficou, hum… na mão.
mas como é possível perceber, o texto todo se resumiria a essas duas linhas e o resto seria encheção de lingüiça.
sem trocadilhos.