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	<title>Crônico</title>
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		<title>Crônico</title>
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		<title>O melhor de 2013 (até agora)</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 23:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Falar que o álbum do Daft Punk e o 20/20 do Justin Timberlake são uma das melhores coisas que 2013 nos proporcionou até o momento é: 1) ser redundante e ouvir os amigos dizerem &#8220;Pode crer&#8221; ou 2) ser rechaçado &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2013/05/23/o-melhor-de-2013-ate-agora/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1452&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Falar que o álbum do Daft Punk e o 20/20 do Justin Timberlake são uma das melhores coisas que 2013 nos proporcionou até o momento é: 1) ser redundante e ouvir os amigos dizerem &#8220;Pode crer&#8221; ou 2) ser rechaçado por quem não gostou por que __________ [insira aqui o motivo à sua escolha]. Por isso não vou falar isso, embora seja verdade.</p>
<p>Uma das melhores coisas proporcionadas por 2013 é [também] o álbum Grownass Man, da banda The Shouting Matches. Sim, nome de banda hipster para um líder de banda digno de ter sua foto de um relicário pendurado no pescoço de um cara de óculos escuro em dia nublado no Brooklyn, em Nova York. O nome dele: Just Vernon [o cara do Bon Iver, pronto].</p>
<p>The Shouting Matches é tudo o que Bon Iver não é: alegre, feliz, pra cima&#8230; e bom. Claro, isso para quem não acha Bon Iver bom [eu acho]. Mesmo que você não ache, vá por mim: vale a pena ouvir esse novo projeto.</p>
<p>É um rock-blues de qualidade e muito bom gosto, boas referências. Nem parece o Justin Vernon. Na real, não parece porque nunca sentei numa jam com o cara para saber do que ele é capaz, mas é uma coisa inesperada para quem está acostumado apenas em ouvi-lo com o Bon Iver.</p>
<p>Permita-se ouvir algo bom e novo, um rock delicinha para quando você estiver cansado do pop certeiro e dançante do outro Justin e do eletrônico arrebatador do Daft Punk.</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1452/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1452&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um vassalo feliz</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 21:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[eu]]></category>
		<category><![CDATA[Álvares de Azevedo]]></category>
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		<category><![CDATA[Spleen e Charutos]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Tenho por meu palácio as longas ruas, Passeio a gosto e durmo sem temores&#8230; Quando bebo, sou rei como um poeta, E o vinho faz sonhar com os amores. O degrau das igrejas é meu trono, Minha pátria é o &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2013/04/24/um-vassalo-feliz/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1447&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/04/8169126212_c5d1084a52_c.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1448" alt="8169126212_c5d1084a52_c" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/04/8169126212_c5d1084a52_c.jpg?w=500&#038;h=331" width="500" height="331" /></a></p>
<blockquote><p>&#8220;Tenho por meu palácio as longas ruas,<br />
Passeio a gosto e durmo sem temores&#8230;<br />
Quando bebo, sou rei como um poeta,<br />
E o vinho faz sonhar com os amores.</p>
<p>O degrau das igrejas é meu trono,<br />
Minha pátria é o vento que respiro,<br />
Minha mãe é a lua macilenta<br />
E a preguiça a mulher por quem suspiro.</p>
<p>Escrevo na parede as minhas rimas,<br />
De painéis a carvão adorno a rua&#8230;<br />
Como as aves do céu e as flores puras<br />
Abro meu peito ao sol e durmo à lua.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Álvares de Azevedo</strong> &#8211; <em>Spleen e Charutos, capítulo 3, Vagabundo</em></p>
<p>Já fui rei. Minhas terras se estendiam até onde os olhos da imaginação conseguiam enxergar. Soberano, não era uma questão de reconhecimento: como toda monarquia era de direito meu, sem contestações. Rei é rei, e pronto. Claro que reis nascem, não tem isso de geração espontânea, mas qualquer vassalo já nasce sabendo quem é seu rei. Inquestionável. Se o rei morre antes do vassalo, vem outro, mas impávido da mesma forma. Inquestionável.</p>
<p>Construí territórios, expandi o reinado. Precisei trocar de trono por não caber tanto ouro e ornamento em meu pescoço e braços. Sem falar no peso da coroa. Sem ninguém questionar.</p>
<p>Porém, o peso do ouro não era cotado na bolsa de valores. Não havia lastro para meu ouro e pedras preciosas. Poeta e lúdico, já cheguei a contar uma história que aconteceu comigo, em uma mesa de bar, sendo desmentido na mesma hora por meu irmão: &#8220;Gá, isso aconteceu comigo.&#8221; Não foi maldade ou querendo roubar os créditos, mas histórias e reinos se misturam na minha cabeça. Benção e maldição, mas falo sobre isso outra hora.</p>
<p>E fui questionado. Dos que me dirigiram perguntas, uma única pessoa vale a pena mencionar: eu mesmo. Fui à guerra armado de perguntas, questionamentos que me levaram a desafios colocando meu reino à prova. E ele se esvaiu, como fumaça de fósforo recém-apagado. Um sopro que dissipa de forma suave, mas impávida. Inquestionável. Isso sim não tem como duvidar: você vê a fumaça se desfazendo, desaparecendo. Ninguém precisa te contar, é visível.</p>
<p>E invisível fiquei. Ou procurei ficar. Quando se perde um reino, para que terras correr? Mas era um reinado só meu, criado por mim, uma pátria exclusiva, só minha. Mas é isso, quis me esconder de mim mesmo. Pela primeira vez desci do trono e me olhei no reflexo das joias da coroa. Porém, não eram joias. Eram pequenas pedras, aparentemente sem valor, mas parte de mim. O que sobrou depois da fumaça se dissipar. Mas eram minhas. Aquelas pedrinhas eram eu, e estavam no meu caminho.</p>
<p>Mas não quis retirá-las: não eram tropeço, tampouco obstáculo. Eram pequenas e eram minha base. Podia fazer o que quisesse com elas. Descobri meu reflexo nelas e me encarei. A princípio não foi legal. Eu era rei, cacete. O que seria agora? Bem&#8230; eu seria o que eu quisesse.</p>
<p>Com as pequenas pedras, porém sólidas, comecei a construir algo meu. Sem fumaças, sem divagações. Deixo os sonhos e a imaginação para o que faço, não mais para quem sou ou quero ser. Com pequenas pedras, ergui uma construção humilde, longe de ser um castelo. Nem sei se quero castelos. A intenção não é essa. A intenção é construir algo meu, de verdade, por menor que seja, mas real.</p>
<p>Hoje consigo ser mais do que pedrinhas que me refletem. Sou menos rei do que já fui, mas pelo menos sou feliz, de verdade. Um vassalo feliz. É possível.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1447/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1447&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>30 Carolinas</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 22:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagação]]></category>
		<category><![CDATA[eu]]></category>
		<category><![CDATA[30 anos]]></category>
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		<description><![CDATA[Não se desespere, meu amor. Dizem que os 30 anos são os novos 20, mas te conheço e sei que você não está nem aí para o que dizem. É uma das coisas que amo em você: sua capacidade de &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2013/03/27/30-carolinas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1439&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/03/4971970320_30529fe311_b.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1440" alt="carol 1" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/03/4971970320_30529fe311_b.jpg?w=500&#038;h=319" width="500" height="319" /></a></p>
<p>Não se desespere, meu amor. Dizem que os 30 anos são os novos 20, mas te conheço e sei que você não está nem aí para o que dizem. É uma das coisas que amo em você: sua capacidade de dar valor ao que tem valor. Mas não se desespere.</p>
<p>Sei que você não se sente mais jovem quanto antes. Você me disse isso. Mas eu ainda te vejo como te vi no primeiro dia que saímos: deslumbrado por uma mulher incrível. Há 10 anos você já era mulher, sem saber. Te chamar de guria ou pequena nunca te fez menor ou mais infantil. Você foi a mulher da minha vida, naquele dia, e é a mulher da minha vida hoje, tendo passado por tantas outras vidas juntos.</p>
<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/03/8232100315_e759131d76_b.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1441" alt="carol 2" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/03/8232100315_e759131d76_b.jpg?w=500&#038;h=331" width="500" height="331" /></a></p>
<p>O sentimento de fazer parte da sua história e de todas as suas vidas desde que nos conhecemos é algo difícil de descrever. Esse é um dos seus super-poderes: trazer sorrisos a quem está próximo e deixar-nos sem palavras. Diante de você emudeço. Me falta vocabulário e referências, analogias e elucubrações. Sofro para escrever poucas linhas, merecedoras de você e de suas 30 Carolinas, que são incríveis e fantásticas, sagazes e engraçadas, inteligentes e divertidas, lindas e deslumbrantes.</p>
<p>Não ache menos de você: saiba. Não porque estou te dizendo, porque você é. Essa é a verdade e você é verdadeira. Só os tolos não acreditam na verdade. E você é sábia, saiba. Do tipo de pessoa que faz o clichê ser verdadeiro: ajuda o mundo a ser um lugar melhor. Acrescenta muito, pouco [ou quase nada] pedindo em troca. Aprendo tanto contigo, de mim, de você e de nós. Sou afortunado por dessa galera toda no mundo ser eu a estar ao seu lado não só nesse dia especial, mas em todos os nossos dias comuns, que se tornam especiais por você estar neles.</p>
<p>Não se desespere, meu amor. Não prometo que resolverei tudo, mas farei o máximo para se equilibrar. Para nos equilibrarmos. Tamo junto.</p>
<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/03/8169102521_aaa28e3745_b.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1442" alt="carol 3" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/03/8169102521_aaa28e3745_b.jpg?w=500&#038;h=331" width="500" height="331" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1439/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1439/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1439&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um corvo que leve para casa os meus ossos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 20:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[moacyr scliarando]]></category>

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		<description><![CDATA[Um livro reúne cartas e diários escritos por jovens durante a 2ª Guerra Mundial. Um dos relatos se passa próximo ao dia de meu aniversário, exatamente 40 anos antes de eu nascer. Veja um trecho publicado na Folha: 3-5.set.1943 &#8211; &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2013/03/25/um-corvo-que-leve-para-casa-os-meus-ossos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1428&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um livro reúne cartas e diários escritos por jovens durante a 2ª Guerra Mundial. Um dos relatos se passa próximo ao dia de meu aniversário, exatamente 40 anos antes de eu nascer. Veja um trecho <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/1251673-livro-reune-cartas-e-diarios-escritos-por-jovens-durante-a-segunda-guerra-mundial.shtml" target="_blank">publicado na Folha</a>:</p>
<p><strong>3-5.set.1943</strong> &#8211; <em>Dois de nós recebemos um tapa na cara e fui me deitar rangendo os dentes de dor. Eles estão sempre rindo de nós, acham que somos sujos e incultos. O capataz espancou um sujeito porque assoou o nariz no chão. Sua risada e suas zombarias estão me matando. Estou começando a me detestar e a me perguntar se sou realmente um porco, como eles dizem. Só queria estar de volta a minha boa e velha casa, junto aos dois salgueiros e ao lindo e frondoso álamo. Nunca mais voltarei a ver minha casa, nem mesmo haverá um corvo que leve para lá os meus ossos.</em><br />
<strong>VASILY</strong>, 18, russo</p>
<p>A matéria diz: &#8220;Apenas três dos garotos que têm seus textos compilados no livro sobreviveram até o fim da guerra. Por isso, alguns relatos são interrompidos de uma forma abrupta&#8221;. Ao ler isso, imaginei alguém falando comigo, contando sua história de vida, desde o início até àquele ponto e, do nada, ficando calada. Não cai, não explode, só interrompe uma frase no meio dela.</p>
<p>Seus olhos, que antes se fixavam em mim, não se mexem, mas também não me olham mais, apesar de apontados para mim. Descubro, nesse momento, que o brilho dos olhos é que dão sua direção. Por isso eles não me atravessam, tampouco param em mim&#8230; esses olhos já não estão mais aqui, se foram. A história foi interrompida enquanto contada e eu nunca saberei o final dela. Pois, embora tenha terminado, não foi seu fim. Não era pra ser esse fim&#8230; não esse.</p>
<p>Não conhecerei suas histórias, não saberei que apesar de tudo sobreviveu, pois isso não aconteceu. Nem mesmo saberei de seus sonhos. Eles se foram. E nem seus sonhos conhecerão a vida.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1428/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1428/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1428&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Toda feia e malcuidada</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2013 12:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/01/parou.jpeg"><img class="alignnone size-large wp-image-1419" alt="parou" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2013/01/parou.jpeg?w=500&#038;h=500" width="500" height="500" /></a></p>
<p>Ela é assim, toda feia e malcuidada. Em uma família à margem do que não é muito bem quisto, consegue ser a preterida. Não a procuram pra fazer matéria de final de ano ou Carnaval, nem mesmo as apelativas. Suja e caçoada, ninguém se apega a ela e não sei se é ela que não permite ou, justamente por não a procurarem, também não se esforça. Mas ontem a Barra Funda conseguiu arrancar um sorriso meu. Sei que não vale muito, mas também não sou fácil.</p>
<p>Desde que me mudei para a região, passei a utilizar mais sua estação de trem e metrô. Sua praça de alimentação é como abrir uma caixa de pizza sabor 32 queijos com cobertura de pipoca. As vésperas de feriados, e até mesmo algumas quintas e sextas-feiras, promovem auês em suas imediações dignos de uma Mumbai. São ônibus clandestinos estacionados do lado B da rodoviária, nada de pararem na avenida do Memorial. Eles ficam na saída dos ônibus “oficiais”, tendo como plataforma a calçada que se estende até o final da rua da Várzea, acompanhando a linha do trem e que fica de frente para a Record. Tem café, bolo de fubá, pão de queijo, leite quente, salgadinho, pilha, rádio e, claro, cigarros. Pilhas de Eight sendo vendidos nas barracas e descartados nos chãos.</p>
<p>Tem quem sinta repulsa por um ambiente assim, mas como um autêntico paulistano filho de migrantes, nascido e criado na cidade, sei que isso faz parte do show. Mas ninguém disse que seria uma comédia. A sujeira criada pela desordem e clandestinidade não ajudam a região, muito menos a própria estação da Barra Funda, que muitas vezes acaba sendo apenas um mal necessário no caminho de quem quer chegar logo a seu destino.</p>
<p>Mas ontem não. Ontem ela foi palco de um show mais bonito. Sei que estou personificando um amontoado de concreto para esse texto desde a primeira linha, mas em São Paulo as pedras dessa selva têm vida. Ninguém pode me dizer que as marquises de Pinheiros, por exemplo, não são a extensão folhosa de árvores frondosas que possuem o formato de pequenos predinhos e comércios da Teodoro. E a Barra Funda foi atuante nessa cena.</p>
<p>Meu ônibus passou em frente ao terminal, pela avenida. Dentro dele havia uma moça com uma cara um tanto quanto distante, melancólica. Fiquei triste com ela por alguns segundos, mas só por alguns segundos. Olhando pela janela, pude vê-la abraçada a uma mulher um pouco mais velha que ela. Fosse irmã, mãe, tia ou amiga: o abraço foi eterno. O ônibus partiu do ponto e, até onde pude acompanhar, elas continuaram abraçadas. Gosto de imaginá-las abraçadas ainda ali, tendo a Barra Funda como palco de algo tão raro e precioso quanto um abraço eterno.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1418/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1418&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>É complicado</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Nov 2012 23:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fim da Linha Vermelha, quase na Dutra, o dia amanhecendo. Não há cena mais triste para se deixar o Rio. Você olha pelo retrovisor e lá está o sol, aparecendo por detrás do Galeão, sabendo que você não estará &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2012/11/23/e-complicado/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1396&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/11/rio.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-1401" title="Rio" alt="" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/11/rio.jpeg?w=500&#038;h=500" height="500" width="500" /></a></p>
<p>No fim da Linha Vermelha, quase na Dutra, o dia amanhecendo. Não há cena mais triste para se deixar o Rio. Você olha pelo retrovisor e lá está o sol, aparecendo por detrás do Galeão, sabendo que você não estará ali junto com ele na hora que passar o latão com mate e limão.</p>
<p>Felizmente, aquele tanto de concreto da Dutra nos faz esquecer as belezas naturais do Rio. Você já passou pela fase de negar que está deixando a cidade, teve raiva com o trânsito, negociou suas barganhas mentais ["Vou fazer mais bate-voltas ao Rio"], já ficou deprimido ao lembrar que não conseguiu realizar essas viagens tanto quanto prometeu e já aceitou o fato de estar na estrada para São Paulo.</p>
<p>Eis que a serra termina, você pronto pra mergulhar na segunda parte da estrada, pimpão e, ali na esquerda, uma placa simples, daquelas de só ter o nome da cidade e um flecha, indicando a direção. Sem falar sobre &#8220;Saída 18-B&#8221; ou quantos quilômetros faltam. Nada. Apenas:<br />
<strong>&lt;&#8212;</strong> <strong>Rio de Janeiro</strong> | <strong>São Paulo &#8212;&gt;</strong></p>
<p>E essa placa, rapaz&#8230; Essa placa é uma coisa difícil de explicar. É como se você fosse um adolescente que terminou aquele romance de verão, já estava voltando pra casa, dentro do carro e, no caminho, a guria está na calçada da rua onde você ficou, com um olhar menos triste e mais &#8220;É isso mesmo? Última chance&#8230;&#8221;</p>
<p>E lá está sua última chance de voltar ao Rio, você e sua esposa, mais nada, mais ninguém. Tudo o que vocês precisam está dentro do carro, faça as contas. Mas não. Dessa vez, não. Um dia, quem sabe. Quando você tiver a liberdade que procura. Quem sabe, naquele dia em que você estiver voltando sem precisar e puder ficar mais um pouco, não peço muito. Um dia, quando o sol for mais forte do que a garoa e os dias nublados, quem sabe. Um dia.</p>
<p>Hoje? Hoje eu só queria arrancar aquela placa dali. O que os olhos veem, a saudade sente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1396/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1396/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1396&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quem vai virar o jogo?</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2012 03:49:48 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/10/barras.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-1382" title="barras" alt="" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/10/barras.jpeg?w=500&#038;h=500" height="500" width="500" /></a></p>
<p>Fiquei pensando em um jeito de começar esse texto, com alguma analogia ou de onde veio a ideia, mas às vezes a melhor maneira para um início é ir direto ao assunto [desconsiderando, claro, essa minha introdução]: quando nos oferecemos para segurar a bolsa ou a mochila de alguém no ônibus achamos que estamos ajudando o mundo a ser um lugar melhor. Mas você acha isso mesmo? De coração? Pois eu não acredito.</p>
<p>Claro, existe uma pessoa ali do nosso lado, carregando o peso de seus acessórios e nossa ajuda possibilita que ela se segure melhor nas barras e se desequilibre menos, tirando um peso dos ombros e até ajudando o fluxo de passageiros no corredor. Mas por que a gente não se levanta e oferece nosso lugar? Por que a gente se contenta em segurar a sacola pesada e acha que isso é o suficiente? Não estamos fazendo nada de ruim, mas não estamos fazendo nosso melhor. E isso me incomoda.</p>
<p>Estamos satisfeitos em só fazer o mínimo esforço necessário para que a nossa ajuda não chegue a nos prejudicar. E toda vez que me ofereço para segurar a mochila de alguém, me sinto sujo. Pois sei que eu poderia ser melhor do que aquilo. Eu só não quero ser. No fundo, eu escolho não ser melhor.</p>
<p>E estou cansado disso. Cansado de me satisfazer com o suficiente para aliviar minha culpa, aliviar o peso da pessoa, mas não fazer tudo, exatamente tudo o que estava ao meu alcance para facilitar a vida da pessoa ou ajudá-la de forma completa. Apenas o necessário para não ter eu que ficar em pé; não ser eu a ficar incomodado, apertado e esbarrado no corredor. De que vale uma entrega de si, se ela não é completa? De que vale a oferta de uma ajuda se eu não fiz tudo o que podia? &#8220;Ah, mas pelo menos você fez algo, diferente de quem não faz nada&#8221;. Pode ser, mas isso não me convence mais. Quando você percebe que por preguiça de ser melhor você não é melhor, não tem mais como se enganar.</p>
<p>Se eu não posso oferecer o meu melhor como ser humano, então retiro o meu direito de esperar o melhor da humanidade. Algo precisa mudar. Ou eu, ou a minha esperança.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1381/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1381/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1381&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O céu de Ícaro encontrou o de Galileu</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 15:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dezessete segundos dentro de uma vida não é nada e pode ser tudo. Para mim, esse é o tempo entre a ousadia do passado [loucura, às vezes] e a garantia do presente. Explico. No último domingo, um austríaco saltou de &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2012/10/18/o-ceu-de-icaro-encontrou-o-de-galileu/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1370&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/10/flying1.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-1374" title="flying" alt="" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/10/flying1.jpeg?w=500&#038;h=332" height="332" width="500" /></a></p>
<p>Dezessete segundos dentro de uma vida não é nada e pode ser tudo. Para mim, esse é o tempo entre a ousadia do passado [loucura, às vezes] e a garantia do presente. Explico.</p>
<p>No último domingo, um austríaco saltou de uma plataforma espacial alçada por um balão meteorológico até a estratosfera de nosso querido planeta azul. Durante sua queda, era possível perceber um contador mostrando quanto tempo ele ficou caindo. Foram 4m19s. Na parte debaixo da tela havia uma outra legenda, com o recorde mundial de tempo em queda livre: 4m36, Joe Kittinger, 1960. Mil novecentos e sessenta, cara. Fui pesquisar sobre esse tal de Joe e descobri que era o senhor de 84 anos que estava no centro de controle dessa missão, conversando com Felix Baumgartner, <a href="http://mashable.com/2012/10/15/space-jump-youtube-record/" target="_blank">o austríaco que quebrou o recorde</a> de maior altura em um salto em queda livre [39 mil metros], maior distância caindo [36 mil metros] e maior velocidade vertical em queda livre [1.174 km/h]. Assista [tem mais de 15 minutos]:</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='281' src='http://www.youtube.com/embed/HEPv-ZK-gmU?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>&#8220;Os Eleitos&#8221;. Parece nome de livro religioso ou de autoajuda, mas é uma aula de jornalismo literário do Tom Wolfe. O livro conta a história da corrida especial entre EUA e URSS (ex-União Soviética, se você nasceu depois de 1990) durante a década de 60. Os fatos relatados mostram a que ponto chegou a necessidade dos norte-americanos ganharem essa competição, com os pilotos muitas vezes não se importando com baixos salários e situações de risco extremo.</p>
<p>O nome do livro em inglês ["The Right Stuff"] traz algo peculiar: havia um fator determinante para alguém fazer parte dos eleitos, não mensurável por máquina alguma ou ciência inventada: the right stuff [a "fibra", na versão em português, mas que não deixa o conceito tão etéreo e misterioso quanto o original]. The right stuff é o que diferenciava aqueles pilotos do resto dos pilotos. Alguns podiam até ser melhores do que outros, mas se não possuíssem the right stuff, eles não serviam para o trabalho.</p>
<p>Desconfio que Joe Kittinger, o ainda recordista de maior tempo em queda livre, seja o cara que tinha the right stuff. Era 1960 e ele ficou 6% de tempo a mais, em queda livre, do que um maluco 52 anos depois. O livro de Tom Wolfe mostra exatamente isso: não importava o quão simples ou crua era a tecnologia da época, esses pilotos só queriam ir para o espaço, acima de tudo, sem importar as consequências, sem importar [tanto] as condições. Aqueles homens fizeram coisas nas quais a tecnologia e os instrumentos da época não estavam preparados para eles. Mas alguém precisava fazer [segundo eles].</p>
<p>A declaração de John Kennedy, presidente dos EUA quando o homem chegou à lua, é uma das maneiras de entender esse espírito:</p>
<blockquote><p>Nós decidimos ir à lua. E nós decidimos ir à lua nessa década, e fazer todas essas outras coisas, não por  ser fácil, mas por ser difícil.</p></blockquote>
<p>Muitos se perguntam porque gastar tanto dinheiro com isso ou o motivo para uma marca levar alguém até à estratosfera, e então jogá-lo de lá.<br />
Bem, porque eles podem. E porque alguém sempre vai fazer aquilo que gostaríamos e muitas vezes não podemos.</p>
<p>_______</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/mrnnr/8037557415/" target="_blank">Foto</a>: <a href="http://www.flickr.com/photos/mrnnr/" target="_blank">Mariana Neri</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1370/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1370&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As ilhas dobram por ti</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2012 19:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Dreams Today]]></category>
		<category><![CDATA[Efterklang]]></category>
		<category><![CDATA[Ernest Hemingway]]></category>
		<category><![CDATA[Island]]></category>
		<category><![CDATA[John Donne]]></category>
		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[O conto da ilha desconhecida]]></category>
		<category><![CDATA[Por quem os sinos dobram]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi esse vídeo chamado &#8220;Island&#8221; e deu aquela vontade de ser feliz. &#8220;Mas você não é feliz, cara?&#8221;, me perguntam. Sou, mas essa é a frase de um amigo para expressar aquele sentimento quase melancólico quando se vê um pôr &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2012/10/10/as-ilhas-dobram-por-ti/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1362&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Vi esse vídeo chamado &#8220;Island&#8221; e deu aquela vontade de ser feliz. &#8220;Mas você não é feliz, cara?&#8221;, me perguntam. Sou, mas essa é a frase de um amigo para expressar aquele sentimento quase melancólico quando se vê um pôr do sol incrível, majestoso, que traz a sensação de faltar algo. &#8220;Bate uma vontade ser feliz, saca?&#8221;, diz ele. E concordo.</p>
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<p>Então fui procurar aquele poema que faz referência a &#8220;nenhum homem ser uma ilha isolada&#8221;. É do John Donne, poeta inglês que nasceu no século 16 e morreu no 17. [Quando escreverem sobre mim -- quanta pretensão -- gostaria que também dissessem que sou filho de dois séculos. Mas divago]. Fui ler o poema [<a href="http://www.poemhunter.com/poem/no-man-is-an-island/" target="_blank">original</a>] e lembrei que já havia lido-o outras vezes, claro, mas uma em especial: quando tive contato com a obra de Hemingway e me apaixonei por seus textos. O primeiro livro que li dele foi &#8220;Por quem os sinos dobram&#8221;, frase retirada justamente desse poema do John Donne.</p>
<p>E quando penso em ilhas minha cabeça se inunda com as palavras d&#8217;O Conto da Ilha Desconhecida, livro de José Saramago, sobre um cidadão de um certo reino que queria ir em busca das ilhas ainda não descobertas. &#8220;Mas todas as ilhas foram descobertas, estão no mapa&#8221;, retruca o rei, que atendia pedidos da população e não queria ceder um barco ao aventureiro. &#8220;Todas, não. A ilha desconhecida ainda não foi encontrada&#8221;, diz o personagem.</p>
<p>Assisti ao vídeo, quis filmar minha esposa, bateu uma vontade de ser feliz, pensei em meu amigo, em meus amigos, lembrei de Hemingway e meu pai [responsável por me apresentar ao autor], pensei em como criamos nossas ilhas, como nos fazemos ilhas e nessa brincadeira sobrou um tantinho de terra até para a 3ª margem do rio.</p>
<p>De repente, tudo fez sentido.</p>
<blockquote><p>Nenhum homem é uma ilha, sozinha; todo homem faz parte do continente, parte de outra terra; se um pedaço for levado pelo mar, a Europa diminui, como se fosse um monte, ou a casa de um de teus amigos ou até mesmo a tua; a morte de qualquer homem me diminui, porque faço parte da humanidade; assim, nunca perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti.</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1362/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1362/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1362&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Me balança, tio</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2012 03:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielouback</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Me senti um vencedor esses dias, quando tive que ir ao Poupatempo e me segurei quando a colega do cara que me atendia mandou: &#8220;E você acredita que eu, literalmente, dormi na cara dura do professor?&#8221; Imaginei o que poderia &#8230; <a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2012/08/16/me-balanca-tio/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1352&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/08/viewer-47.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-1353" title="viewer-47" src="http://gabrielouback.files.wordpress.com/2012/08/viewer-47.jpeg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p>Me senti um vencedor esses dias, quando tive que ir ao Poupatempo e me segurei quando a colega do cara que me atendia mandou: &#8220;E você acredita que eu, literalmente, dormi na cara dura do professor?&#8221; Imaginei o que poderia ser essa cena, literalmente, e achei melhor passar. Valeu a pena, pois naquele instante eu já era invisível pra ela, que continuou o papo: &#8220;E a Judite, você sabe como ela é, né, ela recebeu um cara aqui e, na hora de preencher a profissão, ele me solta: &#8216;Homem-Aranha&#8217;, e você conhece a Judite, né, claro que ela colocou Homem-Aranha no formulário. Menino, o moço não me voltou no outro dia vestido de Homem-Aranha!? Eu não sabia se ria ou se ficava com dó, mas ele falou a verdade, né?&#8221;</p>
<p>Ouvir conversa alheia, uma dedicação que tenho. Sigo pessoas na rua, falando ao celular, conversando com um colega, como se estivessem em casa. &#8220;Amiga, não é que minha filha falou &#8216;Se o papai não quer mais morar com você, eu também não quero ir pra casa dele&#8217;, uma fofa, né!?&#8221; Eu mesmo coloco o celular no ouvido pra disfarçar e acharem que não estou prestando atenção.</p>
<p>Claro, as pessoas também contam suas histórias pra mim, naturalmente, sem que eu precise segui-las. Meu avô, por exemplo, vai fazer 80 anos e ainda trabalha. &#8220;Meu neto, repare: toda vez que alguém vai sentar a pessoa olha onde vai acomodar o bumbum, é verdade!, não ria, repare. A pessoa olha onde vai sentar, mesmo que esteja no conforto de seu lar. Eu reparei nisso, sabe?, fiquei atento a isso. Foi aí que decidi vender espaço pra anunciarem nos bancos da praça aqui da cidade. Meu senhor &#8212; eu digo ao dono da farmácia &#8212; já que a pessoa vai olhar onde está sentando, porque não olhar pro nome da sua farmácia?&#8221; E o vô tem razão. E o vô é &#8216;dono&#8217; de uns 30 bancos assim na cidade dele.</p>
<p>E criança, bixo. Adoro bater papo com elas. Não suporto infantilizar uma criança e gosto de pensar que elas me respeitam por isso. Ou simplesmente não entendem o que falo e me ignoram, uma liberdade que admiro.</p>
<p>Esses dias, o filho de um amigo, de 5 anos [acho que é isso, não sei, minha esposa que sabe a idade das crianças] estava na rede, olhou pra mim e: &#8220;Me balança? Agora é a hora do meu cochilo da tarde.&#8221;<br />
- Você está com sono?<br />
- É.<br />
- E o que é estar com sono?, me explica como é isso.<br />
- Ah, é como dormir nas nuvens.<br />
- Verdade, cara. Essa é uma grande verdade. E como você sabe que está com sono?<br />
- Ah, é quando eu faço assim, ó: Aaaaarrhhhh [<em>bocejo</em>]<br />
- Saquei. E toda vez que sente sono, você dorme?<br />
- É.<br />
- Toda vez?<br />
- Aham.<br />
- E se você sente sono na escola?<br />
- Ahn?<br />
- É, você não sente sono quando está na escola?<br />
- Nunca senti.<br />
- Você é um cara de sorte, meu amigo. O tigrinho também vai dormir? [<em>Ele estava abraçado a um tigre de pelúcia</em>]<br />
- É.<br />
- Que legal. E qual o nome do tigrinho?<br />
- &#8230;hum, Tigrinho, ué.<br />
- Não, eu sei que ele é um tigrinho. Igual você: você é uma criança, mas seu nome é Arthur. Qual o nome do tigrinho?<br />
- Tigrinho! Esse é o nome dele.<br />
- Ah, OK, desculpe. Posso conviver com isso. Mas me conta, como vocês se conheceram?<br />
- Olha, um dia eu cheguei em casa, de volta das férias, né, pra onde eu tinha viajado, porque eu viajei nas minhas férias, pra outro lugar, não era esse, aí voltei desse lugar, voltei pra casa e, olha!, ele tava lá em cima da minha cama! Me esperando!<br />
- Rapaz, que legal!<br />
- É.<br />
- E nessa amizade: você que protege ele ou ele que te protege?<br />
- Hum, ele me protege e eu protejo ele, os dois.<br />
- Bela amizade você tem aí, cara. Não perca isso.<br />
- É. Me balança, tio! Tô com sono.</p>
<p>E também teve um sono de dormir nas nuvens a criança minha que estava ali com ele, cansada de perseguir pessoas nas ruas pela curiosidade em ouvir uma conversa alheia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielouback.wordpress.com/1352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielouback.wordpress.com/1352/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielouback.wordpress.com&#038;blog=2363547&#038;post=1352&#038;subd=gabrielouback&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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