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Numa banca próxima a você

O guri sabia o dia exato de saírem seus gibis favoritos. Havia desistido de assiná-los, já que chegavam antes às bancas. Andava pelo menos 2km até chegar na “especializada” mais próxima. Nos dias seguintes era inútil tentar qualquer conversa. Até terminar todas as edições compradas, todo seu tempo livre era olhando para baixo, segurando suas revistas.

No ônibus, onde as pessoas estão paradas próximas a ele, mesmo em movimento, é quando abaixa mais ainda o gibi, para esconder a capa que mostra marmanjos vestidos com roupas coloridas. A verdade é que apenas eles, os gibis, são capazes de tirá-lo da realidade.

Não veja como algo ruim ele querer alienar-se, um pouco, do mundo. Sabe quando as pessoas vão ao cinema, para “esquecer da vida” e tal? Pois é, com ele não rola. Fica reparando nos erros de continuidade, na direção, falhas do roteiro e afins. Qualquer outro produto cultural que consuma, é a mesma coisa. Algumas vezes até parece funcionar, com música, por exemplo, mas apenas por pouco tempo. Após alguns minutos passa a reparar nos riffs das guitarras, na linha do baixo e nas viradas da bateria.

Mas os gibis não. Eles sempre podem fazê-lo acreditar, por alguns instantes, que os mutantes correm perigo, que a tia May vai descobrir a identidade secreta do sobrinho e que o Hal Jordan vai acabar com o Sinestro. Seu cérebro desliga as análises críticas e simplesmente relaxa. Talvez tenha sido uma necessidade biológica dele, para ter algum descanso que não fosse enquanto estivesse dormindo.

Lendo um gibi, ele sente o perfume doce que passa. “Estranho, não lembro da Jean Grey ter esse cheiro”. Continua com os olhos fixos nas páginas da revista e sente algo macio tocar sua pele. Após alguns segundos de surpresa e de se sentir desnorteado, percebe que é outra pele tocando a sua e que é dela que vem aquele cheiro. Sim, claro. ELA. A única que consegue fazê-lo esquecer, por alguns segundos, de seus gibis. Tempo suficiente para ele fitá-lá e saber que aquele momento é melhor do que qualquer roteiro do Michael Bendis e mais real do que qualquer desenho do Alex Ross.

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Texto publicado originalmente no Judão.

A fantástica vida breve de Oscar Wao

O trajeto no Metrô era: [subir] Belém > Sé > Paraíso > Vila Madalena [descer]. Sempre que faço a baldeação na Sé tenho que pensar por alguns segundos no mapa de São Paulo e quase adivinhar se para a V. Madalena/Paraíso é preciso ir no sentido do Jabaquara ou do Tucuruvi. Ele, o cérebro, mandou ir pro Jabaquara. Entrei no vagão e, depois de sentar, abri o que estava lendo, “A fantástica vida breve de Oscar Wao”. Sim, é bom. O autor, Junot Díaz, ganhou um Pulitzer, “o Oscar dos livros”, diria o jornalista cultural. Mas a garantia dele ser bom não é essa, claro.

Já disseram ['disseram' quem? / eles, oras... / 'eles' quem? / você sabe] que são os livros que nos escolhem. Concordo, mas sou eu que compro, então os dois se escolheram. Quando li um tweet do @jpcuenca elogiando “…Oscar Wao”, tive a impressão de já ter ouvido falar no livro antes. Mas a primeira referência linkável no meu cérebro é essa do Twitter, então prossigamos.

Depois disso, dando uma checada da Livraria Cultura, vi o livro na parte de Mais Vendidos / Lançamentos / Destaques [escolha um] e li a contra-capa, com aspas do New York Times: “Tão original e fantástico que somente pode ser descrito como um encontro entre Mario Varga Llosa, Jornada nas Estrelas e Kanye West”. Se você não me conhece, então saiba que uma descrição dessa garante que eu vá diretamente ao caixa comprar o produto, não importando minha situação financeira. A pegadinha é que estou aprendendo a controlar meus impulsos [quando acho necessário, claro] e não comprei o livro. Pedi à minha esposa para comprá-lo de aniversário para mim [o fato de não comprá-lo não quer dizer que eu abriria mão de tê-lo ;-]

Depois de ler, posso afirmar: tem muito mais de Star Wars do que de Kanye West. E de Vargas Llosa, tem a narrativa, claro. Oscar é um guri fissurado em tudo que já fomos e somos fissurados. E é um loser, óbvio. Caso você não saiba, ser nerd nos anos 90 não era legal. Ficava longe de ser bacana como Sheldon/Leonard, o pessoal de CSI, Peter Parker ou Clark Kent [OK, Clark Kent é um mala] o Dr. Manhattan. Ou o Batman que, de certa forma, é um nerd também. Falando nisso, Junot Díaz considera nerd até Che Guevara e cia. O cara mandou bem na construção dos personagens e da ambientação. Merece o Pulitzer que recebeu.

Eis que tinha o livro em mãos e quando a moça do falante do vagão anunciou, “Estação Liberdade”, pensei, Estou no sentido contrário, e todo o resto aconteceu em questão de 8 segundos, no máximo. Levantei, saí do vagão, meu cérebro processou que a possibilidade d’eu ter errado em achar que estava no sentido errado era grande, fui andando lado a lado ao trem, bati o olho no mapinha que fica em cima das portas dos vagões e vi que estava certo em achar que tinha errado em achar que estava no sentido errado. Entrei no vagão seguinte e pude continuar minha leitura, dessa vez me preocupando apenas em não perder a estação Paraíso.

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Texto publicado originalmente no Judão.

Luke, I’m your writer

A ideia inicial de escrever para o Judão era sobre um nerd na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas acontece que há duas coisas: 1) eu não sou nerd e 2) não estava a fim de assistir nada da Mostra. Calma, que essa é uma técnica de prender a sua atenção, afirmando duas coisas que podem polemizar. Então vamos lá.

Eu sou nerd, claro. Mas não do jeito que as pessoas estereotiparam os CDFs. Gosto de Lanterna Verde, X-Men, Star Wars e De Volta para o Futuro. Mas também gosto de Wong Kar-Wai, Pearl Jam e Monet. Tenho toda uma teoria sobre o gostar das coisas, sobre colocar as pessoas em categorias pré-determinadas, mas vou te poupar. O fato é que há algum tempo passei a quebrar certos paradigmas e pude tirar proveito de mais coisas. Não jogo RPG e por isso não sou CDF? Gosto do diretor Jean Paul Civeyrac e por isso sou cabeçudo? Sei pelo menos cinco versões diferentes da morte de Thomas e Martha Wayne, por isso sou nerd? Acho o Nirvana sensacional e isso faz de mim um grunge? Que seja. Pode me colocar a tag que quiser. Vou continuar curtindo cada uma dessas coisas, sem precisar defender uma ideologia específica, baseada em coisas tão banais e divertidas como música, HQ e filmes.

Essa foi a primeira vez em três anos que não trabalhei na Mostra ou em algo relacionado a ela. Por isso não queria assistir a nenhum filme da programação. Era muito agito e só queria assistir um filme em paz. O único que assisti foi Bastardos Inglórios. Em 2007, fiz assessoria do evento, ocasião em que ‘conheci’ o Borbs. Até então, só sabia o nome que assinava os textos do Judão. Por isso, o lobby que fiz, para que a equipe desse estimado site ganhasse credenciais, foi justamente por achar que mereciam.

Ouvi algumas chacotas, mas sempre mantive minha opinião. O motivo: leia o parágrafo anterior. Simplesmente segui a lógica: se eu era leitor do Judão e via filmes da Mostra [não só os blockbusters, mas os 'cabeçudos' também], a probabilidade de existir mais pessoas nessa condição era grande. Nesse ano, uma das pessoas que já trabalhou comigo mandou-me um email, com o release da MTV anunciando a parceria com o Judão. O email: “Você tinha razão. Eles venceram”.

‘Eles’ não, cara-pálida. Nós. E não nós, os nerds, apenas. Pegue Rock Band dos Beatles, por exemplo. São dois mundos que ‘colidem’. Repare na ascensão e reconhecimento de filmes como Spider-Man, X-Men e afins. Até as moças que praticam yoga ‘venceram’, já que há jogos específicos para a prática, no Wii. Acho que o caminho da ‘vitória’ segue lado a lado a trajetória do avanço tecnológico nos últimos anos. Quando o mundo deixou de olhar para Bill Gates como estereótipo de nerd e passou a ter Steve Jobs como seu símbolo, começamos a trilhar a vitória. E pelamor, sem essa de entrar na pendenga Microsoft x Apple e defender seu sistema operacional, dizendo que o verdadeiro geek-nerd-CDF usa é Linux. O Bill Gates só tem cara de bobo e a palavra ‘geek’ sempre foi associada a isso, a alguém meio bobo, meio estranho [assim como 'punk', para arruaceiro].

Liberte-se das categorias em que te colocaram. Aceite que alguém ‘nerd’ nunca tenha lido Dark Knight, Watchmen ou Akira. Assista comédias românticas com sua guria, para dar risada e vê-la sorrir. Vá para praia sem iPod [ou celular!]. Viaje para algum lugar que não tenha energia elétrica e aprenda a montar uma barraca. Só não faça algo porque alguém esperou que você fizesse. Que a Força esteja com você.

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Texto publicado originalmente no Judão.

Entrevista assaz

Borbs parece sempre feliz. Utiliza o =D [homem sorridente] ao final de cada frase, como um ponto final. Eu estava oferecendo o iPod Touch de um conhecido [se tiver interesse, me diga] e o papo foi por aí… virou entrevista.
A íntegra, você vê abaixo:

5:11 PM
Borbs: Avise-o que o Judão não dá tanto dinheiro ASSIM. =DDDDD
me: vc vive do judão?
Borbs: Sim. =]
me: a tayra trabalha, ou é o judão que sustenta esse casamento?
[seguinte, eu estou começando uma série de entrevistas pro blog. está experimental ainda... topa? se responder a segunda pergunta ali de cima, já está rolando! =D ehehehe]
Borbs: Até a gente morar junto, era o Judão. Mas aí vir morar no centro significava necessidade de aumento de receita e hoje ela trabalha numa agência de mídias sociais. =]
[e ainda respondi mais chiquemente. =D]
me: [precisa responder chique não... a entrevista é em forma de bate-papo mesmo, entre amigos. pode colocar palavrão até, se quiser. até esses nossos parênteses vão entrar].

vc e ela moravam onde antes? e onde moram hoje? [dê apenas bairro e pontos de referência, vai que algum stalker maluco é fissurado em vocês...]
Borbs: Bom, oficialmente cada um morava na casa dos pais… Mas, na verdade, ela já morava comigo na casa da minha mãe. Era tranqüilo, mas morar junto com mãe/irmã is a pain in the ass… =D
E hoje a gente mora perto do Shopping Frei Caneca — até por conta de cabines e coisas assim. Mas vamos nos mudar já.. não necessariamente pra longe daqui, mas porque o dono do prédio é um velho fr0m h3ll. =D
me: de todas as entrevistas que vc já deu, qual pergunta nunca fizeram e que vc sempre teve vontade que fizessem?
Borbs: Eu acho que eu nunca pensei numa pergunta que não tenham feito. Mas é fato que quase sempre perguntam as mesmas coisas. Como / quando eu comecei a fazer o site, se tem mais alguém que me ajuda… =DDDD
me: qual seção do judão vc mais curte ler? e qual mais curte fazer?
Borbs: Eu gosto de ler a de quadrinhos. Não é a mais atualizada, nem de longe, mas por ser a que eu menos entendo, de todas — e até por isso nem sequer leio os textos que vão pro ar, tudo é o Renan que comanda, ao contrário das outras — é a que eu mais me interesso. Porque ali fico sabendo o que tá acontecendo, quem morreu, voltou à vida, se aposentou… Me interesso por quadrinhos, mas não costumo ler. Então é ali. =D
Agora, FAZER “FAZER” o que eu mais gosto MESMO é o Podcast. Não necessariamente editar, mas a gente dá TANTA risada que às vezes esquecemos que é pra um site e que tem gente ouvindo. Uma vez gravamos um de TRÊS HORAS. Não falamos NADA. Acabou não indo pro ar, óbvio, mas ficou guardado pra eternidade. =D
me: ahahahaha! são os melhores mesmo… o problema é que fica mto piada interna.

falando nisso, você ainda briga qdo dizem que o judão é um blog?
Borbs: É, pois é. A gente sabe que é um problema, mas a gente não consegue parar. Quando não tem as piadas internas fica burocrático demais, a gente já tentou… Mas beleza, tem gente que se diverte. Quem entende o espírito, pelo menos. =D
Olha, eu não brigo mais. Eu agora ignoro. Porque não tem jeito, sempre dizem e sempre dirão. Não sei baseado em que, mas é fato. =D
me: acho que quando se entra no espírito da coisa e consegue acompanhar o site constantemente, a piada interna faz sentido. talvez seja por isso que o caracterizem como blog…

agora, “c* do judas” escandalizava demais?
Borbs: É, mas caracterizar algo pelo conteúdo… Digo, é como um jornal e uma revista, na minha opinião. Os dois publicam notícias, o “conteúdo” é o mesmo. O que os difere é a forma. E se você olhar pro Judão, NÃO DÁ pra dizer que é blog.
Mas esse treco de “blog”, eu tenho notado, é coisa de brasileiro… Ou essa internet mais “elitizada”, onde todo mundo tem um blog e faz parte da blogosfera e essas coisas. Mimimi. =D
O CuDoJudas escandalizava. Por exemplo, nunca vou esquecer quando eu fui na apresentação do DVD do Retorno do Rei, na Warner.
“Seu nome?”
- Thiago Borbolla
“Empresa?”
- CuDoJudas
“O_O!!!!!!!!!! “
Mas com “Judão” ainda é um pouco assim. Mas não tem como fugir muito disso, infelizmente… Não por nada, mas é uma questão de identidade. Aquilo que vc falou sobre acompanhar o site e tralalá… =]
me: se tivesse que mudar o nome, qual seria? [não me venha com resposta 'global', do tipo "eu amo esse nome e nunca pensei em trocá-lo]
Borbs: Olha, eu nunca pensei num nome DE VERDADE. Mas assim… Eu acho que, pra ter um outro nome, teria que ser um outro site. Não seria a mesma coisa. É um nome muito forte dentro do site, não rolaria. MAS, se fosse o caso, teria de ser algo divertido, meio piadístico, trocadilho… Nessa linha. =D
TANTO QUE, só prá constá, Judão é um “apelido” de CuDoJudas. A gente se referia ao site como Judão. Foi algo mais natural… =D
me: pegava menos mal na hora de falar pra sua avó os planos pro futuro, né?
Borbs: Olha, pra minha vó, seja CuDoJudas, Judão ou, sei lá, Folha de S. Paulo, o simples fato de eu trabalhar em casa não faz sentido. TODO DOMINGO ela pergunta se eu arranjei um emprego. =DDDD

5 minutos

me:
de natal, dê o presente que ela mais gostaria de ganhar [e que vc pode pagar]. e diga que foi o Judão quem pagou… ;)

já pensou em fechar o judão e abrir um outro site, ou começar algo paralelo, ou tem medo da tayra acabar levando a fama de yoko ono?
Borbs: HAHAHAHA! Pior é que eu pago aluguel, compro videogame, viajo pros EUA… Mas ainda assim, não trabalho. =D
Bom, já pensei sim em fechar o Judão. Duas vezes.
A primeira foi em 2005… Não dava em nada. Eu precisava ganhar dinheiro de alguma maneira… Voltei de uma viagem, mudei o layout pra algo que, mesmo que não fosse atualizado, nunca parecesse “abandonado”.  Aí fui arranjar emprego… Trabalhei 15 dias numa empresa de RH Internacional — meu trabalho era procurar vagas de emprego nos EUA e Canadá no Google. Lá, eu fazia o Judão. =D
Aí um conhecido, que depois virou amigo, me chamou pra trabalhar na rádio Metropolitana… Fui. Lá, ficava fazendo mais o Judão… Quando a Tayra chegou, ela, que se formaria em jornalismo, começou a dar várias dicas mais sérias… E, bom, em Junho de 2005 o Judão tinha 5 mil visitas únicas por dia. Hoje a média é 35k. Deu certo. =D
A outra vez foi mais recente, mais ou menos no ano passado… Sabe, eu não vejo meu futuro no Judão. Não consigo me ver em três anos no Judão. NÃO que eu não vá fazer, nada disso, mas não tenho essa “manha”. Aí comecei a pensar se não seria melhor começar algo do zero… Ao menos eu teria mais desafios, ao menos eu teria de conquistar outras coisas. Desisti também, porque o site começou a deslanchar. =D
MAS, em 2009, eu devo começar um projeto paralelo. DEVO NÃO, vou. Tenho vários em vista, mas um já tá no kickoff… Será site, será relacionado com entretenimento… Mas só dá pra falar isso, por enquanto. =D
me: urru! meu primeiro furo! ahahaha.

se você não se vê no judão em 3 anos, aonde se vê? qual é o objetivo-mór pra sua carreira?
Borbs: A única coisa que eu “me vejo” fazendo em 3 anos é não morando no Brasil, e sim no Canadá. Poderia dizer EUA, mas Canadá pra mim é mais tranqüilo. E tem tudo o que tem nos EUA, menos americanos… Se bem que em San Diego eu me senti em casa. =D
Acho um grande problema no Brasil você só dar certo se tiver em um portal. E isso eu digo pq não curto “dinheiro por dinheiro”, se não criaria um blog reunindo merdas da internet e vivia de adsense.
Estando lá, as oportunidades pra fazer o que eu sei fazer são melhores. Fora que eu poderia estudar… Enfim, não tenho exatamente um objetivo-mór de carreira. Mas meu sonho é produzir um filme. =DDDD
me: se fizessem um filme sobre vc, quem te interpretaria?
Borbs: Não acho que tenha lá muito a ver, mas gostaria de ver o Seth Rogen ou Jonah Hill. =DDDD
me: vc faria um pornô com a tayra, se a grana fosse boa? [Seth Rogen é o ator principal do filme Zack and Miri Make a Porno]
Borbs: EU não, mas se a grana fosse boa, ela poderia fazer. =D
Eu não assisto, tá bom. =D
Não assisto o dela… HAHAHAHAHA
me: se deixasse o judão, nas mãos de quem ficaria?
Borbs: Eu acho que apenas DUAS pessoas sabem o que o Judão significa pra mim — o Leandro, que começou o CDJ comigo, e o Patrick, que era leitor e hoje é meu melhor amigo. Os outros entendem o espírito do site, mas, ACHO, só os dois captam exatamente o significado que esses oito anos têm na minha vida. =]
me: afinal, por que a fascinação com o 8?
Borbs: Cara, começou no colégio. Não lembro exatamente o motivo exato. Mas depois a gente acabou inventando trocentos motivos, fizemos podcast… =DDDD
me: o novo projeto, tem parceria com alguém de fora do judão, de outro site?
Borbs: O que te falei que vou começar “já” não. =D
me: hum, então tem um “outro”, além do “já”…?
Borbs: Sim, tenho alguns vários. Mas esse primeiro, como é relacionado diretamente a internet e tralalá sai antes, é mais fácil. O outro pode demorar um pouco mais e não dá pra falar nada… =D
me: ok, entendido. rsrs… última pergunta: me diz 5 blogs/sites que mais lê. não para coletar conteúdo pro judão, mas for fun.
Borbs: For fun é bem difícil… Por incrível que pareça, eu mal leio coisas “fora” do meu trabalho… É uma merda, mas enfim.
Continue >>> É um dos poucos blogs que eu leio TUDO, independente de gostar do assunto ou não. Acho sensacional.
G4TV >>> Os videocasts, os vídeos do Attack of the Show… Tudo legalzudo. =D
Hoje é um Bom Dia >>> Gosto do blog, mas o HDBtv é uma das coisas mais legais que eu já vi nas interwebs
Matt Brett >>> É um designer canadense. Ele fala sobre internet, games… E eu tipo o invejo por morar no canadá, hehe. =D
HeyOlivia.com >>> Blog da Olivia Munn. ‘Nuff Said. =D
Tem alguns que eu uso como pesquisa muitas vezes, como o UnderGoogle, Google Discovery, Contraditorium, e todos aqueles de tirinhas, direto do Digg Entertainment. Mas enfim. =D

22 minutos

me: cara, esqueci de fazer uma pergunta! qual explicação, especulação vc mais curte sobre a fascinação pelo 8?
Borbs: Quando dizem que eu prefiro peitos à bundas pq peitos = 8 deitado. =DDDDDDDDDDDDDDDDD

7:04 PM