Carta anônima

Um amigo me enviou sua experiência do dia:

Cena 1
6:30 am, saindo de casa, no mesmo horário que sairia de carro.

Cena 2
No Metrô:
– Moça, onde pego o “papelzinho” para a Ponte Orca?
– Passe pelo controle e pegue com aquela moça…

Cena 3
No Metrô Barra Funda
– Por favor, por onde que entro com este papel da Orca?
– Pelo trem, no final do corredor.
– Mas depois, como faço?!
– O que o sr. quer fazer? (mais sério do que o necessário!)
– Quero pegar o Metrô! (rindo um pouco…)
– O sr. entra, vai até o final do corredor, etc…

Cena 4
– “Próxima estação Carrão”
Esta é a minha!
Desço, passo pelo controle, vou até o final do corredor à direita [no chute, pois nunca sei para onde é minha direção] e não encontro o estacionamento com o carro, ou algo parecido com o que seria o meu estacionamento.
Desesperado vou em busca de um funcionário (levaram o meu estacionamento!) e na direção do outro extremo da plataforma (na esperança de encontrar o estacionamento do outro lado), quando cai a ficha que a minha estação é a PENHA e não Carrão.
Saco mais um bilhete de R$ 2,40 (chuif…) e volto a pegar o Metrô em direção ao meu destino: PENHA!

Cena 5
Na estação Penha
Feliz por encontrar o meu estacionamento, o meu carro, dou os R$ 5,00 e espero o controle abrir.
– Sr., são R$ 10,00!
– Não “era” (ontem) R$ 5,00?!
– Sim, mas para 12 horas….

Cena 6
Na empresa, 8:10 am, 1 hora e 40 minutos após sair de casa.

Reflexões:
1) a ida para São Paulo (estacionamento-Metrô Penha-Facu) é mais rápida. [ele trabalha em uma cidade vizinha]
2) a vinda de carro também é mais rápida, mas um pouco mais estressante por causa do trânsito.
3) as pernas doem, indicando que estou fora de forma e que fiz um pouco de exercício (pelo menos!).
4) a classe média americana deixa o carro no estacionamento para trabalhar no centro. Eu deixo o carro no estacionamento para ir dormir no centro.
5) de qualquer forma farei isto uma vez por semana.
5) estou ficando um pouco velho para isto!

Um bom dia e abraços,
amigo do Gabriel

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2 Respostas para “Carta anônima

  1. Cara! cada vez que eu vejo uma história dessa me dá um alíiiivio!rs
    Porque percebo que não sou só eu que sou confusa/atrapalhada/desligada assim…hauhauaha

  2. Pingback: Era quinta-feira « Crônico

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