Ouvia tudo com o máximo de atenção possível

Conhecia-a desde os tempos em que meninos não gostam de meninas… mas ele já gostava dela. Talvez fosse a única, talvez tenha sido a primeira. Nada disso nunca importou para ela. Discorria horas e horas sobre suas frustrações, angústias e pesares. Ele sempre hesitava em falar algo que pudesse ajudá-la. Por um tempo que de tão pequeno não é possível ser contado, ele pensava em dizer qualquer coisa que arruinasse a vida dela para que ela percebesse que estavam destinados a ficarem juntos. Mas em um período de tempo menor ainda, desistia, pois o bem-estar dela estava acima do seu.

Claro que ele a ajudava. Claro que a fazia feliz [mesmo que não fosse com ele]. Há 20 e poucos anos ele ouvia e sabia de todas as versões, de todas as histórias contadas, lamentadas e comemoradas… mas não fazia parte de nenhuma delas.

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6 Respostas para “Ouvia tudo com o máximo de atenção possível

  1. Ah, que triste! Se eu fosse ele, falava. Juro!

  2. Se eu fosse tb falava! Ou sumia..

  3. (agora funcionou!)
    Juro que também falaria. Ambos têm o direito de saber como seria.

  4. mas ele não fala e não some.
    e todas as noites ouve outras versões de novas histórias.

  5. falar e correr o risco de nunca mais tê-la ao lado ou não falar e ter o prazer de ouvi-la? [e só?]
    rs

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