A gente é 8 ou 80

Li o texto do Jansen sobre os dois anos que ele já está em São Paulo. Como de costume, me empolguei na resposta, que virou um mini-ensaio. Acho que aproveitarei para utilizá-lo quando alguém me perguntar “E aí? O que acha de São Paulo?”, na intenção de tornar-se mais um cidadão paulistano. A versão abaixo está mais ‘incrementada’:

Todos os dias eu amo e odeio essa cidade. Sabe aquela relação que é simplesmente impossível deixar de existir? Não dá para ignorá-la ou simplesmente ser indiferente.

Ela me joga pra cima, como um pai faz com o filho, sorri para mim e no segundo seguinte, me deixa cair. Pisa em mim. Me afaga, consola e presenteia. Também provoca, exatamente por me conhecer bem, utilizando técnicas de tortura o mais sádicas possível. Eu a abraço e me declaro. Digo que ela é única. Que por mais que conheça outras, nunca irei conseguir trocá-la. Depois, cuspo nela, de desprezo, raiva, indignação e revolta.  A gente é 8 ou 80.

Por isso, acho que não consigo deixá-la. Sempre declaro meu amor por outras. Rio de Janeiro, Florianópolis ou Salvador. Todas têm aquilo que eu sempre quis: o mar. Mesmo assim sempre fica a sensação de que falta algo.

Simplesmente não consigo me desligar dela. É o tipo de relação doentia. Daquelas que fazem tão bem que a gente vicia.

Seja bem-vindo.
Sempre. Diariamente.

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Uma resposta para “A gente é 8 ou 80

  1. fomos bem acolhidos por essa terra. 🙂

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