She had diamonds on the inside

Ela às vezes parece estar cansada… como uma senhora de idade já avançada, que respira com dificuldade a cada passo. Os médicos dizem para tomarmos cuidado com a pressão. Suas veias se entopem facilmente e um enfarte já é previsto e calculado. Às vezes parece ter pouco tempo e que em breve partirá, com seu sistema entrando em colapso.

Mas também a vejo, certas vezes, como uma criança. Perto de outras como ela, até o é. Aprendendo a se manter em pé, tendo esperança e descobrindo um novo mundo. Potencial para se tornar uma criança forte e, conseqüentemente, gente grande em pouco tempo.

Adolescente ela também parece às vezes. Agitada, não consegue parar quieta. Quer ver tudo, conquistar o mundo, acha que sabe mais que todo mundo e qualquer interferência é recebida como um ataque. Não precisa de conselhos. Não precisa de ajuda. É auto-suficiente e acredita ser boa demais para que alguém diga como deve levar sua vida.

Mas alguns dizem que está entrando na maturidade. Dorme bem menos, quase nada. Gosta de um bom vinho, mas também há espaço para a cachaça e a cervejinha no final do dia. Nos dias quentes, se dá a liberdade de tomar um picolé, mas de acerola, pra não ficar com dor de garganta, pois já não é nenhuma menina.

Eu nutro um relacionamento dicotômico com ela, alternando constantemente entre o amor e ódio, mesmo sabendo que a culpa não é dela. Há quem diga que essa cidade não pode ser tratada como um ser vivo. Mas, para mim, ela respira. Ela entende e se relaciona. Depende de como cada um se relaciona com ela.

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