Só me restou uma coisa

Para ler ouvindo: The Wolves [Act I and Act II] – Bon Iver.

Na quinta-feira começou a chover, muito. Às 14h já estava escurecendo e quando foi 16h, caiu água do céu. Eu estava almoçando do lado de fora da Real que, mesmo coberto [o lado de fora, por isso no masculino], dava pra sentir o vento gelado nas costas. Já escrevi algumas vezes sobre a chuva, mas a sensação que ela dá não cabe em um texto. Ou em dois. Três. Dá texto pra uma vida inteira, então acostume-se.

Enquanto comia, pensei que chegar ao ponto de ônibus me deixaria encharcado. Não menos do que ir até o caixa eletrônico mais próximo e sacar dinheiro para o táxi. Ou seja, para onde eu fosse, molhado estaria. Isso, ou ficar a tarde toda em horário de almoço, o que não era a idéia, apesar de tentadora. O que eu teria que fazer após terminar o almoço, não dava para saber. Podia ser que a chuva demorasse 40 dias e 40 noites, ou podia passar em questão de minutos. Não dava para saber, tentar bolar mil planos ou se preocupar. Só me restou uma coisa: continuar almoçando.

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