Rio de Janeiro

Fui ao Rio de Janeiro outro dia, visitar minha cunhada. É uma cidade que me fascina. Tanto quanto São Paulo, se não mais. Mas nem sempre foi assim.

Frequento a cidade desde 1993, quando o irmão do meu pai foi morar lá, na Barra da Tijuca. Desde então, minhas férias se alternaram entre Florianópolis, Rio, Vitória e Salvador. No Rio, praticamente não saíamos da Barra. Há boas praias lá e ótima infraestrutura. Ainda mais para quem é criança/adolescente. Areia e água salgada são tudo o que a gente quer.

Só mais velho fui conhecer, de fato, a cidade do Rio. Foi na época de sair com meus primos para bares, casas dos amigos etc que passei a admirá-la. Lapa, Tijuca, Flamengo, Botafogo, Lagoa, Baixo Gávea e a trindade Ipanema-Copacabana-Leblon. Ô cidade! As construções antigas, o povo, as ruas, o cheiro de mar no meio da cidade, o calor e o sotaque. Carioca soa malandro já na língua. A malandragem transborda pra cara, pros braços, pros pés e pro caminhar.

Agora tenho ‘base’ na Barra [tio], Tijuca [cunhada] e Copacabana [prima], para podermos variar bem nos bairros por lá. Não importa qual desses lugares fique, minha respiração melhora absurdamente quando estou no Rio, por causa da umidade e salinidade do ar. Só isso já seria um ótimo motivo para morar lá, não? Mas tenho outros. Um deles já disse: gosto de lá. Eu gosto, ponto. Não tem nem o que discutir.

Já me disseram que o trânsito está tão insuportável quanto o de São Paulo. Mas imagine você parado na orla. Cansou de ficar ali?, encosta o carro em algum canto, vai até o calçadão, pede uma água de côco e fica ouvindo as ondas, sentindo a brisa e curtindo a noite, esperando o congestionamento diminuir. Ou, para não pegar tanto carro na rua, vai mais cedo pro trabalho. Dá uma passada na praia, tira o sapato, caminha dez minutos, bate a areia e vai pro trabalho. Essa possibilidade da areia e mar, logo ali, só atravessar a rua, me conquista.

OK, todo mundo que mora em cidade litorânea diz que não se vai tanto à praia assim. Mas em São Paulo, quem é que frequenta, constantemente, a nossa infinidade de praças e museus, por exemplo? São poucos. Mas só de ter a possibilidade, só de saber que é só querer que tem, já me faria mudar para o Rio.


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