Dita von Teese

foto: Alisson Louback

Para mim, a Dita von Teese era famosa como a Paris Hilton ou Kim Kardashian: filha de alguém famoso e que acabou fazendo alguma ‘besteira’ [quer dizer, fez besteira ao filmar a ‘besteira’ e deixou vazar… que besteira]. Enfim, até começarem a comentar sobre a vinda dela — há pouco menos de um mês — e acompanhar o que diziam pelo meu twitter, achei isso.

Depois, vi alguma coisa falando sobre ela dar uma palestra [ou participar de um workshop] sobre moda ou algo assim. Bom, então é uma famosa que fala de roupas, pensei. Mas só fui descobrir que ela fazia um strip vintage, à lá um cabaré, quando meu primo me chamou para fazer assistência de foto com ele e me contou do que se tratava.

Sim, além de um jornalista na família, temos um fotógrafo. Mas minha avó não sabe, então, por favor, não conte para ela, tadinha. Ele foi contratado pela empresa que organizou a festa em que Dita von Teese dançaria e me chamou para ajudá-lo. Era pegar nome dos convidados que fossem clicados por ele. Tranquilo, sem contar comes e bebes à vontade.

Conforme o dia foi passando, vi que a moça em questão era sensação e algumas pessoas imploraram para que eu conseguisse ingresso ou deixasse que fizessem a assistência no meu lugar. Logo, fui esperando uma baita apresentação.

Como era um evento patrocinado por uma marca de bebida e ela estava sendo paga para aparecer e desfilar, entrou pelo carpete dos convidados, posou para o pit de fotógrafos, deu entrevista para o CQC e tudo mais. O decote ia quase no joelho, então é claro que chamava atenção. Agora a gente passa a trilhar uma linha muito tênue. Pois ela não é feia ou algo assim. Dita von Teese só não é tudo isso que dizem, #prontofalei.

Ela é muito bonita. Chama a atenção. Corpão, sabe produzir-se [e produzi-lo]. Claro. Isso é óbvio. Não é do tipo que deixa dúvidas quando se olha alguma foto dela e tal. Mas a questão é que hoje tudo torna-se grandioso e ganha uma proporção exagerada.

Esse é o problema do hype, glamour ou algo do gênero. A mulher já era famosa para mim só por todo mundo querer vê-la e eu sacar que aquilo seria para poucos. Eu nem sabia direito da cara que ela tinha, mas não importa. Ah, detalhe que só descobri que ela era ex do Marilyn Manson quando já estava lá no evento e fizeram alguma piadinha com isso. Enfim, ela me pareceu uma backing vocal do Evanescence [é, ela tem uma pegada meio gótica] e pronto. Um rosto [e corpo] bonito, mas que faz exatamente o que mesmo?

O show. Bem, de cara, sejamos sinceros: durou 8 minutos [ou 480 segundos]. Como um cara disse lá: “Um show desse, no meio de outros em Las Vegas, como ‘mais um’ show, tranquilo. Convence”. Mas era um evento dela, com esse show. Só isso. A produção manda bem e é massa. As luzes, música, figurino e até a atuação dela são legais… mas por 8 minutos, apenas. Pode ser que aquilo tenha sido uma amostra grátis. Se bem que ela entra cheia de plumas, paetê e faz o strip. Mais show só se ela vestisse tudo de volta e fizesse tudo de novo. Certeza que disso o Marilyn Manson não devia reclamar.

A questão é: a apresentação é legal, mas nada que justifique tamanha empolgação por parte das pessoas ao falar dela. É legal, mas bem normal. [Claro, ela é toda mulherão e isso conta muito no fator da galera surtar um pouco, com a guria seminua no palco]. Mas não sei se isso é motivo para tanto barulho. Apenas avaliei o serviço e produto que ela oferece e que, teoricamente, a faz ser famosa. Se dependesse apenas do talento dela, Dita von Teese seria mais uma dançarina de Vegas. Ah é, ela namorou o Marilyn Manson, então não dá pra ser ’só mais uma’.

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Texto publicado originalmente no Judão.

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Uma resposta para “Dita von Teese

  1. Eu tenho essa mesma sensação a respeito de certas bandas da modinha, algumas vezes a banda toca direitinho, tem presença de palco, mas você não sente personalidade na música (principalmente certas banda que meio que tentam ressuscitar uma epóca)para justificar o fato deles terem explodido…

    Eu acho que hoje em dia parece que é tudo meio assim: Não importo o que você vender, mas como você vende.

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