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Oi, você é menino ou menina?

Não. Eu não perguntei isso. Mas foi quase… ou pior. Ou tão ruim quanto. Enfim. Lembrei dessa história por causa desse tweet da amiga Marina Santa Helena.

Digo sempre que “vim do interior”, mas não é verdade. É quase: cresci em Guarulhos, mudei para São Paulo com 14 anos e alguns modos eram do interior. Exemplo: sempre cumprimentar todo mundo quando chegava na roda ou onde o pessoal estava. Um a um. Apertando a mão dos camaradas e dando um beijo nas gurias.

Quando mudei para São Paulo, fomos para um condomínio de dois prédios, mas onde a galera descia todo dia, pra jogar bola, ir pra piscina e aprontar altas confusões. A cagada aconteceu em uma das primeiras vezes que desci.

Estavam todos na quadra, praticamente em fila. Cumprimentei o primeiro cara, aperto de mão “Opa, boa noite”, o próximo a mesma coisa, um beijo numa guria, mais um cara, aperto de mão e… uma última pessoa, que eu não sabia se era uma menina ou um menino.

Pense: se eu desse a mão para cumprimentar pegaria mal pois já tinha dado um beijo na guria anterior. Se eu desse um beijo sendo um menino, idem, já que não tinha dado beijo em nenhum dos caras. “Oi, você é menino ou menina?” não era uma opção.

Nessas horas que sabemos o quão espertos e sagazes nós somos. Eu sou uma anta, porque minha saída foi simplesmente ignorar a última pessoa. Simples assim, passei pela pessoa, me afastei e “Oi, tudo bem?”.

Meu estômago revirou, todo mundo olhando pra mim como “Cê tá maluco?! Por que você fez isso?”. Hoje, sei que era uma guria (claro).

Ficamos amigos e depois de algum tempo ela me agradeceu, dizendo que fui um dos motivos por ela querer começar a se vestir mais como menina. (Não pelo fora, mas justamente porque a tratava bem, não importando como se vestia, dando valor, aquela história…)

Mas dar foras deve estar no meu código genético. Por isso, também fiz essa burrada: “Está grávida?”, apesar de sempre ter alguém nos avisando para não fazemos isso.

Ofereci meu lugar no metrô para uma mulher com uma barriga proeminente, dizendo: “Deve ser difícil, né?” e ela já sentada, depois de ter agradecido minha gentileza, perguntou “O que deve ser difícil?”. (Eu era novo, relevem):

– Ah, carregar uma bebê na barriga, oras!
– Mas menino… que bebê?!
– Ué, você não está grávida??
(Olhar fulminante)
– Não mesmo?!
– Não!!
– iiihhh

Desci na estação seguinte. Não era a minha.

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1º de abril

Gostava dela desde os 4 anos. Não sei se gostava mesmo, mas nos conhecemos com essa idade e, desde que me entendi por gente, eu queria dizer que ela era minha namorada.

Eu devia estar com uns 16 anos na época. Estava apaixonado e quando perguntado “Mas você é correspondido?”, não sabia dizer. Eu sei, isso só indicaria que não, mas a resposta só parece óbvia. Sendo amigo dela, sabia como ela se comportava quando gostava de alguém: do mesmo jeito quando não gostava de alguém. O inferno.

Mas tive a brilhante ideia: me declarar para ela em um 1º de abril. Não estava longe, então não seria um sofrimento esperar mais um pouco. Se ela dissesse “Oh, que lindo, eu também!”, massa. Se dissesse “Hum… legal.” HA! Primeiro de Abril!

É claro que eu fiz isso. Fui lá, segui a cartilha e na hora do “HA! Primeiro de Abril!” minha voz embargou, pois ela não disse que achava lindo e que também estava apaixonada. “Nossa… não sabia… entendi. Bom, a questão é que” e eu a cortei dizendo que era piada. Foi vacilo, pela ideia, isso ficou claro, mas também por não deixá-la falar, já que minha insegurança berrou mais alto, muito mais alto.

Depois, viemos a namorar. Talvez ela até gostasse de mim naquela época da brincadeira, talvez fosse dizer que também andava pensando sobre isso, não sei. Poderia até finalizar dizendo que não sentia o mesmo. O fato é que eu não soube lidar com essa insegurança (poucos adultos sabem, aliás), ainda mais naquela idade. Tudo bem que quando namoramos foi por dois meses, fiquei mal no término, mas hoje somos amigos, de boa.

Aprendi a lidar com minha insegurança, como aprendi a lidar com outras questões. Tenho aprendido, aliás, que alguns problemas não são resolvidos, apenas aprendemos a lidar com eles.

Não sei se tem uma lição nisso, mas se você quiser uma, eu te dou: não tenha esse tipo de ideia idiota em um 1º de abril.

Terapia em txt

Ter uma coluna fixa, seja em uma revista, jornal ou site, não é só maravilha, como vocês podem pensar. Primeiro, você tem que ter algo bacana para falar toda semana. Às vezes parece fácil, mas não é. Há dias em que por mais coisas que o mundo produza, nada parece ser interessante o suficiente. Por isso, tenho um texto preparado sobre ‘o branco’. Ainda não é esse, apesar de parecer, reconheço.

Esse aqui é mais uma junção de coisas que completam um parágrafo, mas não necessariamente um texto todo. A primeira delas é o fato de se ter um local onde as pessoas, de fato, te lêem. O que você escreve acaba sendo levado em consideração. As pessoas se importam, ainda mais quando você escreve como eu, sobre coisas do dia a dia, sobre as pessoas com quem convive e conversa. Tem gente que gosta de ser citada aqui e até me cobra isso.

A minha cunhada, por exemplo, comentou no último texto, que eu não mencionei ter ficado hospedado na casa dela, na última ida ao Rio. Querida irmã da minha esposa [evito citar nomes], aquilo foi estratégico, para minha tia não ficar chateada comigo por não ter ligado para ela. (Oi, tia! Te amo!). Aí a coluna serve também para pedir desculpas públicas. Seja pra tia, pra esposa ou pro seu pai, quando você o cita e ‘esquece’ que ele não curte muito isso. Afinal, assim como existem os que gostam que eu fale sobre eles aqui, há os que não gostam. Meu pai sempre fica receoso, e com razão, afinal, é possível destrinchar a vida de alguém, pela internet. E isso é o máximo que falarei dele.

Mas mesmo quem não liga muito de ser citado aqui, começa a ficar preocupado. Já aconteceu algumas vezes. Alguém faz um comentário interessante, pego o celular para anotar alguma coisa e a pessoa, claro, desconfia que eu esteja escrevendo sobre o que ela falou. (Dica: na maioria das vezes é isso mesmo). As pessoas começam a pensar mais sobre o que vão falar, o que me faz muitas vezes ficar sem assunto por aqui. Por favor, não parem de conversar perto de mim. Se possível, articulem bem as sílabas, para eu não perder o contexto do papo.

O legal é poder desmascarar algumas coisas por aqui também. Exemplo: ontem descobri que uma música que meus primos de Florianópolis cantavam quando éramos crianças, na verdade, é de uma banda chamada Little Quail. A música: “1, 2, 3, 4“. Eu ficaria revoltado, mas a verdade é que isso me deixou com a consciência mais tranquila.

Explico: na mesma época em que eu e meu irmão ouvimos esses primos cantando “1, 2, 3, 4”, eles também nos mostraram “Minha Bicicleta Azul”. Era assim: “Minha bicicleta azul, I love you, minha bicicleta azul (2x). Quando eu era pequenininho, eu tinha uma bicicleta, ela não era rosa e nem amarela (ela era!) Minha bicicleta azul, I love you, minha bicicleta azul”. Era isso a música. Voltando das férias, cantei para o pessoal do colégio. Não faço ideia do motivo, mas é fato que fez sucesso. Fiquei conhecido como “o garoto da bicicleta azul”. As meninas vinham pedir para eu cantar a música e, quando terminava, ouvia um suspiro “ooohhhh” no final. Cara, como é que eu poderia desmentir e, depois de tanta fama, dizer que a música não era minha? Se não me engano, isso foi na 5ª série. Meu reinado durou até a 8 ª, quando meu irmão foi para a 5ª e passamos a dividir o mesmo pátio, na hora do recreio.

Na primeira ocasião que mencionaram a música e disseram “Você que é o irmão do garoto da bicicleta azul?”, a resposta foi: “Mas essa música não é dele. É de uns primos nossos, de Florianópolis”. Não o culpo. Ele não tinha saboreado o que era ser uma sub-celebridade do colégio e apenas disse a verdade, sem maldade. O fato é que durante anos fiquei com esse peso na consciência, por ter ‘roubado’ a música deles. Porém, depois de descobrir que outro sucesso dos meus primos, “1, 2, 3, 4”, não foi composto por eles, consegui deixar pra lá. O impulso foi ficar indignado, até lembrar que eu havia feito a mesma coisa.

Claro, fui no Google ver se “Minha Bicicleta Azul” não era também um roubo, mas descobri ser deles. Mesmo assim, devo meu sucesso no ginásio ao Dé e ao Rafa, que hoje é músico profissional e compõe bem melhor do que quando éramos garotos.

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Texto publicado originalmente na Revista Paradoxo.

Papai Noel

Não sei até quantos anos acreditei em Papai Noel, mas lembro da última vez em que achei fosse possível que ele existisse. Eu já não acreditava nele, mas um tio de meu pai, psicólogo, quis brincar com a gente. Passaríamos aquele Natal na casa deles e, semanas antes, ele começou a jogar no ar esse assunto. Perguntava se eu ainda acreditava em Papai Noel e quando disse categoricamente que não, que besteira, ele perguntou “Por que?”. Aí deu um nó, claro. E foi assim por algumas semanas.

No dia 24 de dezembro, fomos para a casa de meus tios e tudo correu como o planejado. Jantar, conversas, risadas etc. Pouco antes da meia-noite, meu tio voltou ao assunto “Papai Noel” e começou a dizer que ele existia sim. De repente, ele parou de falar. Ficou olhando para o nada, como um caçador tentando ouvir os passos de sua presa. “Acho que tem alguém lá fora”. Dei risada, já imaginando o que ele estava tentando fazer. Ele continuou sério, não dando bola para mim. “Sério, ouçam” e ficamos todos em silêncio. Ouvimos alguns passos e corremos para o andar debaixo da casa. Havia presentes no quintal e me assustei, pois tinha ido lá pouco tempo antes e não vi nada. Meu tio continuava sério e ficamos em silêncio novamente. Ouvimos o som de guizos na varanda de cima e subimos correndo a escada que ligava o quintal àquela varanda. O som dos sininhos foi ficando distante e eu fiquei olhando para todos os lados, para cima, procurando alguma coisa, sem saber o que exatamente.

Fiquei um tempo olhando para o céu, estrelado. Estava admirado por algo tão mágico ter acontecido naquela noite e eu estar presente. Ainda não sei como meu tio fez aquilo, já que em nenhum momento ‘sumiu’ alguém da família. Na verdade, prefiro não saber. Nunca perguntei e pretendo que continue assim.

Vivi aquela experiência como a última vez em que acreditei no senhorzinho de barba branca e roupa vermelha. Mesmo sabendo que ele não existia, acreditei pra valer e, de certa forma, ele acabou existindo, para mim. Pela última vez, é verdade, mas com a lembrança de um tempo em que eu acreditei no Papai Noel.

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foto: Oscar Segovia

Me joguei lá dentro, claro

Sabia que eu sei nadar?, Sabe nada!, Claro que sei… você é que não sabe, Sei sim!, Sabe nada, Sei!, e vou te mostrar assim que chegarmos no hotel. Eu tinha três anos. Chegamos e a primeira coisa que fiz quando vi a piscina? Me joguei lá dentro, claro. Não, eu não sabia nadar. E o irmão mais velho de meu pai, que tomava conta de todos nós, também não. Fui salvo por um cara que estava por perto. Contam até hoje do desespero de me ver lá no fundo, só com os cabelinhos em pé, morrendo afogado.

Você sabe dirigir?, Sei, claro!, Mas sabe mesmo?, Sei! Já peguei o carro do meu pai umas duas vezes. Eu não sabia dirigir, mas só sei disso hoje. A vontade de dirigir era tanta que ter chegado na segunda marcha com o carro do meu pai em uma rua deserta de um condomínio fechado me fez dizer “Sei, claro!”. O fato é que peguei um carro em plena Zona Norte, sem nem saber mudar de marcha, quanto mais parar o carro na subida e sair com ele. Como chegamos ao destino sem bater [uns 5km depois], não sei. Assim como não sabia dirigir.

Que mania é essa da gente querer saber tudo, querer dizer que conhece tudo? Quantas vezes você já não mentiu para alguém que te perguntou: “Sabe aquela cena em O Poderoso Chefão, da cabeça do cavalo? Então, foi igualzinho!” Sei! e dá uma risada junto, sem nem fazer ideia de que O Poderoso Chefão tratava de cavalos.

A gente já tem que saber muita coisa nessa vida. Desencane. Pode assumir que não conhece, pois não será a única pessoa. Além do mais, o ser humano só conhece alguma coisa à partir do momento que conheceu. Óbvio? Não, pois tem gente que diz “Você não conhecia essa banda?! Todo mundo conhece!”. Meu velho, até alguém te mostrar, ou você ouvir em algum lugar, você também não conhecia!

No caso de um jornalista, então, é indesculpável. “Como você não sabe que três espanhóis foram sequestrados na Mauritânia?! Você é jornalista!”. Obrigado por avisar. Tinha esquecido.

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Texto publicado originalmente na coluna Miudezas, da Revista Paradoxo.

Quando eu era moleque…

…de vez em quando chamavam a minha mãe no colégio, para uma conversinha.
Era sempre mais ou menos assim:

– olha, o Gabriel é um ótimo aluno. só tem notas boas e é muito inteligente. mas….
– é, eu sei. sempre tem um “mas” com ele.
– …mas ele fala demais.
– e eu não sei?! vivo falando isso pra ele! “tem que falar menos, Gá!”
– então, como eu dizia, ele conversa muito durante as aulas.
– ai, esse gabriel, viu?! é fogo!!
– dona Rose…
– oi.
– então, além de falar muito, ele é muito bagunceiro. incita discussão na classe, enfrenta os professores…
– enfrenta como?
– ah, desafiando, questionando, tudo quer saber o porque, quem é que disse aquilo, como é que a professora sabe e pode provar. desafia a professora a provar que ela sabe mesmo a matéria e que merece estar ali, ensinando aos alunos. [nessa hora, dona Rose tentava disfarçar o sorrisinho no canto da boca] além disso, como falei, ele conversa muito, mas as notas são excelentes. o problema é que atrapalha no rendimento dos amigos e não o dele! ele é também um pouco, para não dizer muito, indisciplinado. tem dificuldade com autoridade e em receber ordens.
– sei, pensava dona Rose, sabendo de onde tudo isso vinha.

Amanheceu

amanheceu

A musiquinha das 7h, da Jovem Pan, era o marco para sabermos se estávamos no horário ou se estávamos atrasados. Morávamos em Guarulhos e estudávamos no Mackenzie, eu e meu irmão. Rolê no final da Fernão Dias, Dutra e boa parte da Marginal Tietê. Minha mãe era [é] uma heroína. Durante quase 10 anos fez esse trajeto conosco, todos os dias, pela manhã. Quando o Narciso Vernizzi começava a falar, sabíamos que faltavam cinco minutos para as 7h. Lembro do dia em que, minha mãe tirando o carro da garagem, o Narciso começou a falar. Pensei: “Ah ê! É hoje que perco a primeira aula!”. A meta era estarmos já perto do Sambódromo quando o Sr. Vernizzi [já falecido] começasse a dar a previsão do tempo para o dia e para o final de semana, caso fosse sexta-feira.

Em São Paulo, se você não se policiar [ou não tiver uma cabeça ‘boa’], será muito fácil deixar-se tomar pela angústia. Um sentimento de desespero, por sentir-se sempre atrasado. Quando entrei na faculdade [e ainda não trabalhava], acordava por volta das 11h, pois as aulas eram no período da tarde. Sentia que havia perdido um mundo de coisas, pelo horário avançado na qual levantava. Meu primeiro estágio foi na rádio Brasil 2000, na rua onde morava. Ajudava a fazer o jornal da manhã, que começava às 6h. Saia e ia comprar um café com leite no bar. Já havia ônibus lotados passando na avenida, 5h50 da manhã. Por isso, ainda havia um sentimento não necessariamente de atraso, mas de que a cidade já estava em pé há horas e eu ali, acordando ‘tarde’. Houve uma época em que eu acordava às 4h30, para ir trabalhar em Alphaville. O horário da fábrica era 7h30 e pegava um ônibus até a Ponte do Piqueri, para esperar o fretado. Na região do Ceagesp parecia shopping em véspera de Natal. Não importa o horário em que eu acordasse, sempre havia alguém em pé antes de mim.

Sempre achei o clichê “A cidade que não dorme” um pouco exagerado. Porque ela dorme sim, só que em horários diferentes. O problema é que essa sensação de atraso não é uma exclusividade de quem vive aqui. Quando você começa a estudar os escritores clássicos, lê livros de Filosofia, aprende Semiótica, conhece a história da Arte, Música, Matemática, pensadores etc, você percebe o quanto de coisa já aconteceu no mundo e que você não participou ou não tem conhecimento. O sentimento de angústia aparece quando você percebe que a sua vida [o que? uns 70 – 80 anos?] não será suficiente para você conhecer tudo o que já foi ensinado, dito, pensado, cantado, escrito e vivido.

Comecei a me sentir assim quando percebi a quantidade de livros que eu ainda queria ler, mesmo tendo lido muitos até aquele momento. O ser humano não consegue [e acredito que não conseguirá] absorver tudo o que já foi feito. Um rebento, que está nascendo nesse exato momento, já nasce de certa forma atrasado em relação a nós. Daqui uns 15 anos ele apenas saberá quem foi Michael Jackson pelo que lê e pelos CDs que nós, antiquados, guardaremos para mostrar à posteridade. Esse ‘atraso’ é inerente a todo ser humano e, por isso, inevitável. A gente já nasce com milhares de anos de atraso!

Aprendi com um amigo que para um problema que não tem solução, então não há problema. Se esse sentimento de ‘atraso’ é inevitável, basta apenas, então, fazer o que estiver ao nosso alcance. A angústia que essa sensação nos traz pode ser substituída por uma paz de quem, agora, é livre para adquirir e conhecer o que bem entender. Uma viagem à Europa só fará sentido se isso for uma das coisas que você irá querer realmente experenciar [desculpe, Guimarães Rosa] e como parte da sua experiência de vida. Você não precisa conhecer a França, por exemplo, só pelo status que o país tem de ponto turístico mundial e por ter sido palco de inúmeros movimentos e revoluções. Você não precisa ler determinado livro porque ele está na estante “Clássicos”. Já que não será possível conhecer todos os lugares, ou ler todos os livros, então que sejam lidos os que mais têm a ver com você. Que sejam vistos os filmes que mais tem vontade. Que sejam visitadas as cidades que mais te atraem, seja ela Durandé, seja ela Nova York. Quem está atrasado tem mais tempo para fazer as coisas.