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Um ótimo título pro seu post

– Ô Miranda, vem cá. Você conseguiu uma matéria especial, grande.
– Sério? Faz 10 anos que eu queria.
– Pois é. E ainda vai ser meio gonzo… você vai ser a própria matéria.
– Ta de sacanagem.
– Não. A gente quer que, a partir de hoje, sexta-feira, você viva como essa galera nova aí, testando novas coisas. Você não precisa mais vir pra cá, faz o que quiser do teu dia. Também não tem mais vínculo com a gente, então não vai ter mais salário também. Mas isso tudo faz parte da pauta! Cria um blog, abre uma página de textos no Facebook, o que você quiser. Conta dos seus dias, as dificuldades, a descoberta pessoal, tudo isso que o pessoal posta nesses sites, blogs aí, sei lá. E relaxa: é sem deadline, não precisa marcar nenhuma data pra entregar esse texto. É a pauta que você sempre quis!
– Cara, eu to demitido?!
– Pronto, taí. Você já tem um ótimo título pro teu post.

Sobre jornalismo e afins

Tinha uma baita texto preparado sobre jornalismo, diploma, assessorias e afins. Obviamente era mais do mesmo, então só duas considerações a fazer:

1 – No meu texto sobre assessorias a minha crítica é ao modus operandi delas e não às assessorias em si. Critico o assessor ter que mendigar para o jornalista publicar algo que o cliente pediu e critico o muro que se levanta em torno do cliente quando ele faz alguma cagada e quer se ‘proteger’ dos jornalistas.

2 – Posto isso, ia falar sobre a história de não ser mais obrigatório ter diploma em Comunicação Social/Jornalismo para exercer a função de jornalista. Vou resumir: pegue dois exemplos. Um deles, Clóvis Rossi [colunista e repórter da Folha de S.Paulo], excelente jornalista. Se ele tem diploma ou não, não faz diferença. Ele é bom no que faz e faz bem feito.

Agora pegue Galvão Bueno. Não sei se pra ser narrador é obrigatório ter o DRT [registro para profissionais de rádio e TV poderem trabalhar], mas também não faz diferença se o Galvão tem o DRT ou não. Ele é ruim no que faz. É tendencioso, mais opina do que informa, é teimoso e quando alia sua ignorância – como em questões físicas – a tudo isso, dá-me vergonha alheia. Exemplifico com esse vídeo. Outro exemplo é dele, no jogo de hoje de Brasil x EUA, questionar o motivo da Fifa indicar que o primeiro gol do Brasil foi aos 7 minutos, quando, na verdade, foi feito aos 6 minutos e 20 segundos. Basta assistir a um jogo do campeonato europeu e saberá que é assim que marcam.

Ou seja, com ou sem diploma, o cabra tem que ser bom. De resto, desde a minha época de faculdade acreditava que o curso deveria ser técnico de dois anos. Aprender a mexer com rádio e TV, estudar umas matérias como Teorias da Comunicação, História do Jornalismo e Semiótica. Depois, fazer mais dois anos do que desse na telha, como Cinema, História da Arte, Filosofia, Geografia, Ciências Políticas e/ou Sociais… e ser feliz.